sábado, 27 de dezembro de 2008

UNIÃO E CONFIANÇA


Carisma da Carol: figura representativa e luz em minha vida.
Aliado André, desde a ocasião especial que, como irmãos, jantamos juntos.
Compaixão, o C de Camila: Cosmo, Aura e Energia a caracterizam.
Afinidade com Ariane, amor de menina, que considero bastante.
Glamour de Gisele, certamente a luz genuína da felicidade.
Impactante, I de Ivo, homem sábio, sempre procurando o melhor.
Bábara Bia, Beatriz querreira que merece todo o meu respeito e meu carinho.
Lúcido, Leandro, que tem como principal virtude a paciência.
Úrsula é uma Uva, a melhor Uva, doce jeitinho que acaba a todos cativando de corpo e alma.
Destemido David, duro, que não corre de briga, sempre pronto ao bom combate.
Leandr0Falca0

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

ARISTÓTELES E O MUNDO


De que o mundo é feito? Esta pergunta, que intriga o homem desde os mais remotos tempos, resultou em muitas hipóteses e teorias. Já se acreditou que tudo era formado pela água e suas mutações (Tales de Mileto – 640/562 a.C.), ou pela substância estranha Apeiron, de Anaximandro (611/545 a.C.). Só com Empédocles (492/432 a.C.) nasce a idéia de que quatro elementos fundamentais compunham tudo o que podíamos observar: a terra, o fogo, o ar e a água. Eram, então, quatro os elementos primordiais. Por outro lado, Pitágoras (570/497 a.C.) acreditava que o universo poderia ser explicado pelos números, criando uma escola intuitiva. Acreditava-se, por exemplo, que a Terra era plana e flutuava imóvel num espaço vazio. O Sol era tido como um fogo central (Filolau - 480/400 a.C.). Outros personagens, como Platão (428/347 a.C.) colocavam a Terra limitada por uma grande esfera. Todas as teorias tentavam explicar como o movimento dos planetas era ordenado e que força havia por trás desses movimentos. Surge então nosso personagem principal: Aristóteles de Estagira (384/322 a.C.), uma das mentes mais brilhantes de todos os tempos, para quem a observação é a origem do conhecimento. Para Aristóteles, a Terra é um mundo imperfeito, corruptível e sujeito a contínuas e profundas modificações. E mais, tudo tem um propósito intrínseco, ou seja, um menino cresce por que esse é seu propósito, da mesma forma que uma pedra cai porque a Terra é seu lugar natural e é lá que deve permanecer. O céu, por outro lado, é o lugar da perfeição, diante da harmonia que Aristóteles podia perceber. A diferenciação entre Céu e Terra também exigia que esses dois mundos fossem feitos de materiais diferentes. A Terra era composta pelos quatro elementos de Empédocles, mas o Céu, perfeito, era composto pelo quinto elemento, puro, inalterável, transparente e sem peso, chamado éter. Com isso, Aristóteles conseguia explicar por que na Terra as coisas cresciam e morriam e no Céu os astros eram sempre os mesmos. A Física construída por Aristóteles é uma teoria científica altamente coerente e elaborada, com base filosófica bem sedimentada e a tudo (Biologia, Filosofia) envolve. Por exemplo, considerava que a água continha terra e o vapor assumia uma tendência natural de subir, pois ao se refinar eliminava a parte imperfeita que o compunha, a terra. Física para Aristóteles é a ciência da natureza e trata de algo real - o cosmos existente, que chega a nós através dos sentidos. Tal como Aristóteles e o mundo grego a entendem, a física é o mundo dos fenômenos - o mundo que se apresenta diante de nós, considerado na sua totalidade. Quando somamos 2 + 2 e chegamos ao resultado 4 temos diante de nós um fato, embora só tenhamos chegado até este fato pelo raciocínio. O mundo real se liga à sua própria verdade pela lógica do raciocínio. Observar atentamente o mundo é o motor do raciocínio lógico. Einstein, séculos mais tarde, se curvaria a esta constatação de Aristóteles ao afirmar que o mais incompreensível do Universo é que ele é, de fato, compreensível.

domingo, 21 de dezembro de 2008

A CONDENAÇÃO DE SÓCRATES


Sócrates, filósofo grego, exercendo considerável influência sobre a juventude aristocrática, demonstrando hostilidade à tirania de Crícias, foi acusado de impiedade e condenado a envenenar-se tomando cicuta (veneno extraído de planta com o mesmo nome) em Atenas, no ano de 399 a.c.

Entre os atenienses, o Processo Penal se caracterizava "pela participação direta dos cidadãos no exercício da acusação e da jurisdição, e pela oralidade e publicidade dos debates" (Fernando Tourinho, in "Processo Penal", vol. 1, 10ª Ed., Saraiva, 1987, p. 61).
Pela escassez de dados da época, muito que se sabe de Sócrates foi escrito por Platão ou Xenofonte (Nuvens de Aristófanes ou Memórias de Sócrates).
Luciano Crescenzo. Historia de la filosofía Griega. Segunda parte. Pags.7-45: A justiça estava organizada da seguinte forma: Os Arcontes (magistrados gregos), no princípio de cada ano, sorteavam seis mil atenienses de idade superior à trinta anos, de onde extraiam quinhentos juízes para cada processo. O segundo sorteio, o definitivo, tinha lugar durante a manhã do julgamento, para evitar que os imputados pudessem corromper os juizes (Tribunal dos Heliastas que exercia a jurisdição comum).

Dois dos juízes de Sócrates foram Eutímaco e Calión.


Calión teria dito: "São demasiados os que se sentem estúpidos ante ele (Sócrates), e ninguém é mais vingativo do que alguém que se dá conta que é inferior". "- Se o condenam a morte, de nada terá que queixar-se, mais que de si mesmo: Sócrates é o indivíduo mais presunçoso que já nasceu neste mundo".
"Aí está esse velho irredutível. Se o vês, parece que, mais que a um processo por impiedade, se dirije a um banquete: sorri, se detém a falar com os amigos e saúda a todos que vê!"
"Heliastas - proclama o chanceler do tribunal - os deuses elegeram vossos nomes da urna para que podeis absolver ou condenar a Sócrates, filho de Sofronisco, da acusação de impiedade feita contra ele por Meleto, filho de Meleto."
Com a palavra Meleto (acusação): "Eu, Meleto, filho de Meleto, acuso a Sócrates de corromper os jovens, de não reconhecer os deuses que a cidade reconhece, de crer nos demônios e de praticar cultos religiosos estranhos contra os outros...- Eu, Meleto, filho de Meleto, acuso a Sócrates de imiscuir-se em em coisas que não lhe dizem respeito; de investigar sobre o que há embaixo da terra e o que há sobre o céu e de discutir com todos e acerca de tudo, tentando sempre fazer parecer como melhor. Por estes delitos solicito aos atenienses que o enviem à morte!"
Depois sobem à tribuna outros dois acusadores: Anito e Licón. Após, o chanceler dá a palavra a Sócrates: "E agora tem a palavra Sócrates, filho de Sofronisco!"

Sócrates (defesa): "Não sei que impressão haveis experimentado vós, atenienses, ao ouvir as razões de meus acusadores. O certo é que foi tão e tão grande a persuasão que, se não se tratasse de minha pessoa, também eu creria em suas palavras. O caso é que estes cidadãos não disseram absolutamente nada que tenha que ver com a verdade. E agora me perdoais se não lhes faço um discurso adornado com belas frases. Falarei como estou acostumado a fazê-lo, sem cerimônias, mas em compensação procurarei dizer sempre o justo, e vois devem fixardes só nisto: se o que estou por dizer é justo ou não!"
"...me pus a ação e fui ver um desses que têm fama de sábio. Não os direi o nome, atenienses: basta saber que era um de nosso políticos. Pois bem, este bom homem me parece , sim, que tinha ar de sábio, mas que, na realidade, não o era em absoluto. Então procurei fazê-lo entender e ele, por causa disso, me odiou. Imediatamente depois fui ver alguns poetas: conheci suas poesias, ou ao menos as que me pareciam melhores, e os perguntei o que queriam dizer. Cidadãos..., me dá vergonha dizer-lhes a verdade... Quem pior discorria, sobre uma composição poética qualquer, era justamente o seu autor! Depois dos políticos e dos poetas me dirigi aos artesãos e... o que adivinhas que descobri? Que eles, conscientes de exercer bem sua profissão, pensavam que eram sábios também em outras coisas, inclusive mais importantes e difíceis. A essa altura compreendi o que havia querido dizer o oráculo: "Sócrates é o mais sábio dos homens porque é o único que sabe que não sabe". Entretanto, sem embargo, me havia atraído o ódio dos poetas, dos políticos e dos artesãos; e não é casualidade que hoje me vejo acusado no tribunal por Meleto que é um poeta, por Anito que é um político e artesão e por Licón que é um orador."


Sobre a acusação de não crer nos deuses, mas crer no diabo, Sócrates teria dito: "E quem seriam estes (os demônios)? Filhos malvados dos deuses? Assim pois, afirmas que não creio nos deuses, senão só na existência dos filhos dos deuses. É como dizer que creio nos filhos dos cavalos, mas não nos cavalos."
Condenação: "Cidadãos de Atenas! - proclama com solenidade o chanceler - Esta é a sentença emitida pelos Heliastas: votos brancos, 220; votos negros, 280. Sócrates, filho de Sofronisco, é condenado à morte!"
Conforme a lei, Sócrates teve a oportunidade de propor uma pena alternativa, mas antes teria se manifestado: "Uma pena alternativa? E o que foi feito para se merecer uma pena? Durante toda a vida tenho descuidado de meus interesses pessoais, minha família e minha casa. Nunca aspirado a mandos militares nem a honras públicas. Não tenho participado de conspirações nem em outras forma de rebelião. Que pena correspondem a quem tem feito isso? Não quero equivocar-me, mas creio ter direito só a um prêmio, o de ser alojado e mantido em um Pritaneo (Edifício sagrado) às expensas do Estado" Depois de protestos, Sócrates falou mais uma vez: "Está bem. Aqui estão meus amigos que insistem para que me multe a mim mesmo por trinta minas. Eles mesmos, segundo parece, se oferecem como garantes".
Na segunda votação, Sócrates foi condenado à morte por 360 votos contra 140.


No dia da execução, o escravo entrega a taça de veneno a Sócrates e, este sem vacilar, toma-o em um trago. Depois de andar pela cela, começa a sentir as pernas cada vez mais pesadas, se deita e espera com calma o fim.

O escravo lhe aperta com força uma perna e lhe pergunta se sente a pressão da mão. Sócrates responde que não: o veneno está fazendo efeito.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

QUEM SOU EU? DIGA-ME, ESPELHO MEU

Descrever-se é um convite. Em muitos casos, um convite à vaidade e ao exercício de narcisismo; em poucos casos, um voltar de cabeça para dentro de si e, a um só tempo, um movimento de observação e aprendizado de quem se é. Ser ou não ser, eis a mais célebre questão já levantada pelo tema. Muitas vezes descobrimos aos poucos quem realmente somos; outras perdemos muito tempo e sabemos pouco de nós mesmos; outras ainda - e este é o meu caso particular - precisamos morrer para, ao renascer, descobrirmos verdadeiramente quem somos.
Ivo

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

COMO ME DESCREVER

Gostaria de conseguir me descrever, mas não sei se sou capaz de me limitar a poucas palavras. Sei bem que sou diferente, ou pelo menos busco ser. Sou uma menina muito sonhadora, antes de dormir fico pensando nas coisas boas que quero que aconteça em minha vida e às vezes fico contando tanto com os meus sonhos que acabo me decepcionando com eles. Nunca fui alguém muito simpática e aos poucos amigos que cultivei dou toda a minha sinceridade e o meu companheirismo. Sou daquelas pessoas que preferem ficar com poucos, mas muito bons amigos. Nunca fui de fazer média nem rodeios. Sou uma pessoa bem confiante, mas sabe aquela confiança que "chora" com medo de não conseguir o que deseja? Bem, esta sou eu.
Beatriz

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

OI, QUERIDOS!

Tem vezes que é muito difícil se descrever... Sei que posso citar algumas de minhas qualidades e vários de meus defeitos, mas sei também que não devo me limitar a isso. Posso dizer o que estou sentindo, mas estarei me baseando em fatos do meu dia-a-dia. Gostaria de conseguir dizer mais, mesmo em uma folha de papel... Posso dizer que sou alegre, divertida, agitada, até mesmo posso dizer que sou carismática... Também sei que sou chata e muito irritante. Gosto muito de conversar, escrever, jogar. Gosto de torcer para o Flamengo, gosto de sair, gosto de animais e, claro, gosto de namorar. Não gosto de falsidade, gente chata, Botafogo, lavar louça e beterraba.
Gisele

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

QUEM SOU

Sou uma pessoa muito distraída e desajeitada, porém acredito que nenhuma outra pessoa no mundo consegue perceber com tanta facilidade como as pessoas queridas se sentem. Desde criança tenho muita facilidade para fazer amizades e mantê-las, acho que tem a ver com o fato de ser uma menina meiga e atenciosa. A timidez também sempre foi uma forte característica minha e que por muito tempo me impediu de viver coisas ou momentos por completo, mas também sempre fui muito otimista, conseguindo ver o lado bom das coisas, achando uma solução para tudo, não importando qual fosse o problema - foi assim que percebi que poderia transformar a timidez, que me atrapalhava tanto, em uma força capaz de me ajudar. Sou anciosa, o que me faz ser meio irresponsável às vezes. Por preferir ser sincera, acabo magoando as pessoas muitas vezes. Esse é o meu jeito menina mulher de ser.
Úrsula

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

COMO SERIA ME DESCREVER

Descrever-se é muito difícil. Para qualquer pessoa é bem complicado se descrever e como qualquer pessoa há coisas que eu gosto, outras que não gosto. Sou uma pessoa boa, bem humorada e, como qualquer pessoa, tenho meus problemas. Trato as pessoas como acredito que elas devam ser tratadas, me irrito com facilidade, às vezes falo coisas sem pensar e acabo, sem querer, criando situações complicadas. Não tenho muitos amigos, mas tenho muitos colegas, muitos conhecidos, amigos mesmo quase nenhum. Sinceramente, não sei como me descrever. O que escrevi foi o que me veio à cabeça na hora que resolvi escrever. Tenho que pensar mais para escrever mais. Por agora é isso.
Ariane

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

FLAMENGO E EU

O Flamengo me ajudou a ser o que eu sou hoje, um homem do bem, com a vibração e a emoção que carrego comigo. Recordo-me de vários triunfos e uma quantidade enorme de gols do Romário. Além disso, também foi grande o aprendizado para futuramente vir a exercer o que eu aprendi, observando, observando muito, para então jogar com todos os tipos de jogadores possíveis. O futebol abriu minha visão para o mundo, quando tinha 13 anos já jogava em quase todos os condomínios de Niterói, não tinha como não viver o Futebol. Mais que jogo, era paixão. Era na praia de Icaraí onde rolava o futebol em que havia um melhor nível. Existia uma espécie de preconceito com o pessoal da minha idade e muitos dos mais velhos não nos deixavam jogar. Como em toda "turma" sempre há quem melhor entrosa com a gente e desenrolava para encaixar um ou outro em algum time. Vendo o grande baixinho Romário exibir o seu talento, seu exemplar futebol, vendo o Flamengo brilhar no gramado e principalmente na arquibancada, vendo a rapaziada jogar o fino, observando, observando sempre, tentando fazer igual, fui me tornando também bom de bola e, em muitas coisas que faço, tenho o privilégio de fazer bem, graças a Deus. Por ser um menino sonhador e deixar idéias guardadas em minha mente, fui mais de observar para aprender, mas posso afirmar com convicção ter apreendido qualidades que podem ser aproveitadas de variadas formas e aspectos. Ainda falando sobre meus talentos, que eu mesmo não sei como descrevê-los, desconfio que os encantos são de pura magia e, apesar de não saber direito se acredito, deve ser de outro mundo ou coisa parecida, coisa de lendários sábios, reis e rainhas divinos, Deuses que possuem os dons e escolhem a quem os doar, alguns simples seres humanos como eu. O que tenho em mente é que Deus quer apenas que eu viva em paz. E paz é o que todos queremos, mas antes temos que a merecer...
Leandro

sábado, 29 de novembro de 2008

MORA NA FILOSOFIA
Filosofia antes de tudo é a necessidade de entender a realidade que circunscreve toda a experiência. Ainda que não tenhamos o instrumento adequado para perscrutar a realidade da nossa experiência, intuimos a existência de algo que ultrapassa a esfera da experiência e possibilita a inspiração. Inspiração que estranhamente se confunde com memória.