quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O MITO DA CAVERNA

No livro VII de A República, Platão narra o Mito da Caverna, uma alegoria de Sócrates sobre a concepção da realidade e do conhecimento.

Estão dentro de uma caverna desde a infância homens acorrentados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; a única luz provém de uma fogueira atrás deles. Entre o fogo e os prisioneiros há um caminho por onde passam outros homens que transportam toda espécie de objetos, estatuetas de homens e de animais; uns falam, outros permanecem calados.

O que esses homens acorrentados poderão observar é as sombras dos objetos projetadas no fundo da caverna. Como os homens que passam pelo muro, atrás deles, falam entre si, ouvirão os ecos que chegam a eles do fundo da caverna, atribuindo a origem dos sons às próprias sombras. "De qualquer forma" - afirma Sócrates -, "pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objetos."

A caverna simboliza o mundo sensível a que estamos aprisionados e do qual só podemos perceber as sombras das coisas. O exterior é o mundo intelegível das idéias, mundo de luz, realidade objetiva e conhecimento. Cabe ao homem se libertar das correntes, sair da caverna e tomar contato com o mundo exterior.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009


Se passarmos os olhos pelas diversas épocas, verificaremos desde logo que os que mais brilharam, os que receberam o afago dos elogios fáceis, os que empolgaram mais facilmente grupos imensos de admiradores não foram os maiores de sua época, mas os menores, os que encontram um lugar inexpressivo na história do conhecimento humano.
Não é de espantar que, em Atenas, a democracia grega (que o era apenas de uma minoria de senhores e de uma maioria de escravos) condenasse Sócrates à morte, porque ele ensinara aos homens serem mais dignos, mais nobres e mais honestos? Não é de espantar que Platão permanecesse quase anônimo ante o seu povo, enquanto um Górgias, um Hipias brilhavam como luminares do saber?
E não se acusem os gregos desse defeito. Ele se repete sempre em toda a história humana. Não vimos em pleno século XVIII Hegel pontificar na Alemanha como filósofo absoluto, Krause, no fim do século passado, empolgar multidões de pensadores, Bergson brilhar no princípio deste com uma auréola que empalidecia os grandes luminares do passado, e modernamente um Sartre ser erguido às culminâncias, para em muito breve despencar-se, enquanto ainda há literatos da filosofia que ascendem um Russel, um Moritz aos pináculos do conhecimento?
Não vimos a tremenda propaganda que em nossos dias receberam vultos de medíocre valor, a ponto de serem considerados por muitos como definitivos marcos no caminho do saber, após os quais nada mais cabia para ser feito?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

OS GUERREIROS-GUARDIÕES SEGUNDO PLATÃO

Em "República" Platão descreve o diálogo no qual Sócrates pesquisa a
natureza da justiça e da injustiça. Para isso, transferindo a análise do
individual ao coletivo, imagina a
construção de uma cidade ideal. À medida em que essa cidade vai sendo
construída, desde sua forma mais primitiva até se tornar mais complexa, há
a necessidade de uma especialização de tarefas cada vez maior.
Essa cidade
terá então uma classe de guardiões para defendê-la e estes deverão receber
uma boa educação para que sejam, segundo Sócrates, “brandos para os
compatriotas e duros para os inimigos; caso contrário não terão de
esperar que outros a destruam, mas eles mesmos se anteciparão a fazê-lo”. Os gerreiros-guardiões de Sócrates receberão a melhor educação a fim de se tornar os melhores entre os cidadãos.
Sua educação será à maneira tradicional
grega, isto é, através da ginástica para o aprimoramento do corpo e da
música para gerar harmonia na alma.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

OPOSTOS AMIGOS VOLTADOS PARA O BEM

para Leandro Falcão
Um falcão quando ergue suas asas geralmente é para atacar seus adversários. Mas você é um falcão diferente de todos os que existem e que ainda venham a existir, pois você é único no mundo - você é meu amigo! E assim poderá contar comigo sempre que estiver em conflito. Saiba que estarei por perto e farei o possível para ajudá-lo.
Diferentemente de um falcão (pássaro), você é um falcão (Leandro) que ao erguer as asas é para abraçar um amigo, ou para amparar alguém que necessita de sua ajuda, ou ainda para conseguir um melhor equilíbrio.
Desejo que você consiga tudo o que precisar, ou desejar. Mas cuidado com o que você possa desejar! Um falcão é livre, só precisa se alimentar. Parecido com um falcão, você é também um prisioneiro da liberdade, pois você sabe que tem um compromisso.
Você e eu somos opostos amigos voltados para o Bem. Você ama o Sol, eu amo a Lua. Sua energia vem do Sol, minha determinação vem da Lua. Somos opostos amigos voltados para o Bem. Todos nós somos de alguma forma Deuses, todos somos guerreiros. Somos opostos amigos voltados para o Bem. Você é um guerreiro impulsivo, que luta pela paz e pelo amor (Págasus); eu sou um guerreiro calculista, que luta para sobreviver e fazer viver suas amizades (Fênix). Ambos somos guerreiros renascidos, opostos amigos voltados para o Bem.
David