
Se passarmos os olhos pelas diversas épocas, verificaremos desde logo que os que mais brilharam, os que receberam o afago dos elogios fáceis, os que empolgaram mais facilmente grupos imensos de admiradores não foram os maiores de sua época, mas os menores, os que encontram um lugar inexpressivo na história do conhecimento humano.
Não é de espantar que, em Atenas, a democracia grega (que o era apenas de uma minoria de senhores e de uma maioria de escravos) condenasse Sócrates à morte, porque ele ensinara aos homens serem mais dignos, mais nobres e mais honestos? Não é de espantar que Platão permanecesse quase anônimo ante o seu povo, enquanto um Górgias, um Hipias brilhavam como luminares do saber?
E não se acusem os gregos desse defeito. Ele se repete sempre em toda a história humana. Não vimos em pleno século XVIII Hegel pontificar na Alemanha como filósofo absoluto, Krause, no fim do século passado, empolgar multidões de pensadores, Bergson brilhar no princípio deste com uma auréola que empalidecia os grandes luminares do passado, e modernamente um Sartre ser erguido às culminâncias, para em muito breve despencar-se, enquanto ainda há literatos da filosofia que ascendem um Russel, um Moritz aos pináculos do conhecimento?
Não vimos a tremenda propaganda que em nossos dias receberam vultos de medíocre valor, a ponto de serem considerados por muitos como definitivos marcos no caminho do saber, após os quais nada mais cabia para ser feito?
Um comentário:
Se tivesse o privilégio de viver nesta época certamente contribuiria com as aulas e os encinamentos de Sócrates ,Aristóteles e Platão respectivamente.
abraço galerinha
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