
De que o mundo é feito? Esta pergunta, que intriga o homem desde os mais remotos tempos, resultou em muitas hipóteses e teorias. Já se acreditou que tudo era formado pela água e suas mutações (Tales de Mileto – 640/562 a.C.), ou pela substância estranha Apeiron, de Anaximandro (611/545 a.C.). Só com Empédocles (492/432 a.C.) nasce a idéia de que quatro elementos fundamentais compunham tudo o que podíamos observar: a terra, o fogo, o ar e a água. Eram, então, quatro os elementos primordiais. Por outro lado, Pitágoras (570/497 a.C.) acreditava que o universo poderia ser explicado pelos números, criando uma escola intuitiva. Acreditava-se, por exemplo, que a Terra era plana e flutuava imóvel num espaço vazio. O Sol era tido como um fogo central (Filolau - 480/400 a.C.). Outros personagens, como Platão (428/347 a.C.) colocavam a Terra limitada por uma grande esfera. Todas as teorias tentavam explicar como o movimento dos planetas era ordenado e que força havia por trás desses movimentos. Surge então nosso personagem principal: Aristóteles de Estagira (384/322 a.C.), uma das mentes mais brilhantes de todos os tempos, para quem a observação é a origem do conhecimento. Para Aristóteles, a Terra é um mundo imperfeito, corruptível e sujeito a contínuas e profundas modificações. E mais, tudo tem um propósito intrínseco, ou seja, um menino cresce por que esse é seu propósito, da mesma forma que uma pedra cai porque a Terra é seu lugar natural e é lá que deve permanecer. O céu, por outro lado, é o lugar da perfeição, diante da harmonia que Aristóteles podia perceber. A diferenciação entre Céu e Terra também exigia que esses dois mundos fossem feitos de materiais diferentes. A Terra era composta pelos quatro elementos de Empédocles, mas o Céu, perfeito, era composto pelo quinto elemento, puro, inalterável, transparente e sem peso, chamado éter. Com isso, Aristóteles conseguia explicar por que na Terra as coisas cresciam e morriam e no Céu os astros eram sempre os mesmos. A Física construída por Aristóteles é uma teoria científica altamente coerente e elaborada, com base filosófica bem sedimentada e a tudo (Biologia, Filosofia) envolve. Por exemplo, considerava que a água continha terra e o vapor assumia uma tendência natural de subir, pois ao se refinar eliminava a parte imperfeita que o compunha, a terra. Física para Aristóteles é a ciência da natureza e trata de algo real - o cosmos existente, que chega a nós através dos sentidos. Tal como Aristóteles e o mundo grego a entendem, a física é o mundo dos fenômenos - o mundo que se apresenta diante de nós, considerado na sua totalidade. Quando somamos 2 + 2 e chegamos ao resultado 4 temos diante de nós um fato, embora só tenhamos chegado até este fato pelo raciocínio. O mundo real se liga à sua própria verdade pela lógica do raciocínio. Observar atentamente o mundo é o motor do raciocínio lógico. Einstein, séculos mais tarde, se curvaria a esta constatação de Aristóteles ao afirmar que o mais incompreensível do Universo é que ele é, de fato, compreensível.
Um comentário:
Confuso!
oaeo
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